02/04/2025
A simples ideia de ficar sem o celular pode causar desconforto em muitos jovens. Quando esse sentimento se transforma em angústia intensa ou medo desproporcional, estamos diante de um quadro conhecido como nomofobia. Trata-se de uma condição cada vez mais comum entre crianças, adolescentes e adultos, que revela o impacto da tecnologia sobre o bem-estar emocional e social.
Nomofobia é o termo usado para descrever o medo de ficar sem o telefone celular. Em muitos casos, não se trata apenas de precisar do aparelho para tarefas do dia a dia, mas de uma dependência emocional. Jovens com nomofobia podem sentir irritação, ansiedade e até sintomas físicos, como dor de cabeça e insônia, quando não estão com seus dispositivos por perto. A sensação de estar “desconectado” do mundo digital se torna um gatilho de estresse.
No ambiente escolar, essa dependência pode comprometer o rendimento e a concentração. Estudantes que verificam o celular repetidamente durante as aulas, mesmo sem notificações, demonstram dificuldade em manter o foco e interagir com os colegas. Em alguns casos, o celular substitui atividades sociais e de lazer, prejudicando o desenvolvimento de habilidades importantes para a vida adulta.
Em casa, a criação de regras claras sobre o tempo de tela pode ajudar a diminuir a dependência. Combinar horários sem celular, como durante as refeições e antes de dormir, e incentivar atividades que não envolvam tecnologia são formas práticas de equilibrar a rotina. Jogos de tabuleiro, leitura, prática de esportes e encontros com amigos são alternativas valiosas.
No dia a dia da escola, professores também podem contribuir ao estimular a interação entre os alunos e propor tarefas que não dependam do uso de dispositivos. Mais do que proibir o celular, o objetivo deve ser ensinar o equilíbrio. Quando bem orientados, os estudantes conseguem refletir sobre seus hábitos e entender os limites saudáveis.
A nomofobia precisa ser reconhecida como um problema real, que pode afetar a saúde mental e as relações interpessoais. O primeiro passo é observar sinais de alerta, como ansiedade excessiva ao ficar longe do celular, necessidade constante de checar mensagens ou recusa em participar de atividades sem o aparelho.
Buscar ajuda profissional também é importante em situações mais graves. Psicólogos e orientadores podem auxiliar jovens a desenvolver autocontrole e a criar estratégias para reduzir a dependência digital. O papel da família e da escola, nesse processo, é fundamental para que a tecnologia seja usada de forma mais consciente, sem comprometer a saúde emocional e o convívio social. Para saber mais sobre a nomofobia, acesse camara.leg.br/radio/programas/977152-nomofobia-o-vicio-ao-celular-o-que-saber-e-como-evitar e exame.com/ciencia/nomofobia-entenda-o-que-e-o-transtorno-e-as-formas-de-minimiza-lo