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Como proteger as crianças durante o verão

Cuidados essenciais com crianças no verão

02/01/2026

O verão traz temperaturas elevadas, férias escolares e muitas oportunidades para atividades ao ar livre. Essa combinação, embora positiva para o desenvolvimento infantil, exige atenção especial dos responsáveis. A pele sensível das crianças, o risco de desidratação e a maior exposição a ambientes aquáticos tornam necessária a adoção de medidas preventivas específicas para garantir saúde e segurança durante a estação mais quente do ano.

Bebês com menos de 6 meses não devem receber aplicação de protetor solar e precisam permanecer à sombra sempre que possível. A partir dessa idade, protetores solares formulados especificamente para pele infantil tornam-se necessários. Filtros físicos ou minerais são preferíveis, pois causam menos reações alérgicas e oferecem proteção imediata após a aplicação.

A reaplicação do protetor solar a cada duas horas constitui regra fundamental, especialmente após contato com água ou transpiração intensa. Áreas frequentemente esquecidas, como orelhas, dorso das mãos, pés e nuca, merecem atenção especial. Roupas com proteção UV, chapéus de abas largas e óculos de sol certificados completam a barreira física contra radiação ultravioleta.

Os horários de exposição solar também demandam planejamento. Antes das 10 horas da manhã e após as 16 horas, a intensidade dos raios UV diminui significativamente. Evitar a exposição direta entre 10h e 16h reduz drasticamente o risco de queimaduras e danos acumulativos que podem resultar em problemas dermatológicos futuros.


Hidratação como prioridade diária

Crianças possuem proporção maior de água no corpo em comparação com adultos, o que as torna particularmente vulneráveis à desidratação. A transpiração aumentada durante o verão amplifica essa vulnerabilidade, exigindo oferta constante de líquidos. Água pura representa a melhor opção, mas sucos naturais sem adição de açúcar e água de coco podem complementar a hidratação. "A desidratação em crianças pode ocorrer rapidamente durante o verão, e muitas vezes os sinais iniciais passam despercebidos pelos responsáveis", alerta Katia Jardim, diretora da Escola Moura Jardim, de São Paulo.

Crianças entre 2 e 3 anos necessitam de pelo menos 1 litro de água diariamente, enquanto aquelas entre 4 e 11 anos devem consumir 1,3 litros ou mais. Oferecer líquidos regularmente, sem esperar que a criança manifeste sede, previne a desidratação. Frutas com alto teor de água, como melancia, melão, abacaxi e pepino, funcionam como aliadas nesse processo.

Refrigerantes e bebidas artificiais devem ser evitados, pois o excesso de açúcar e sódio pode prejudicar a hidratação adequada. Sinais de desidratação incluem diminuição da produção de urina, boca seca, letargia e irritabilidade excessiva.


Alimentação equilibrada em temperaturas elevadas

O calor intenso exige adaptações alimentares. Refeições pesadas causam desconforto e fadiga, enquanto opções leves mantêm a energia necessária para brincadeiras e atividades físicas. Frutas, verduras, legumes, carnes magras e grãos integrais compõem cardápios ideais para o verão.

Alimentos ultraprocessados, ricos em gorduras saturadas, sódio e açúcares refinados, sobrecarregam o organismo e devem ser evitados. Durante passeios e viagens, preferir alimentos que dispensam refrigeração e apresentam baixo risco de contaminação, como frutas higienizadas e sanduíches preparados em casa com ingredientes frescos.

A higienização das mãos antes das refeições assume importância ainda maior no verão, quando infecções gastrointestinais tornam-se mais frequentes. Escolher estabelecimentos confiáveis para refeições fora de casa e evitar alimentos crus de procedência duvidosa reduz riscos de intoxicação alimentar.


Prevenção de problemas dermatológicos

Assaduras e brotoejas afetam frequentemente bebês e crianças pequenas durante o verão. Manter a pele seca, usar roupas de tecidos naturais e aplicar cremes ou pomadas recomendados por pediatras previne essas irritações. Trocar fraldas com frequência e permitir que a pele respire sem cobertura por períodos curtos ajuda na prevenção.

Após brincadeiras em piscinas ou no mar, banhos com água doce removem resíduos de cloro, sal e areia que podem causar ressecamento e irritações. Hidratar a pele infantil com produtos específicos para cada faixa etária mantém a barreira cutânea saudável. "Pequenas irritações na pele podem evoluir para infecções se não receberem atenção adequada, especialmente com o calor intenso e a transpiração aumentada", observa Katia Jardim.


Segurança em ambientes aquáticos

Piscinas, praias e rios proporcionam diversão, mas exigem supervisão constante. A presença de um adulto atento permanece indispensável, mesmo quando crianças já sabem nadar. Afogamentos podem ocorrer em segundos e silenciosamente, sem os gritos e movimentos bruscos comumente imaginados.

Boias e coletes salva-vidas certificados oferecem proteção adicional, mas não substituem a vigilância. Piscinas residenciais devem ter cercas de isolamento, ralos protegidos e acesso controlado. No mar, a orientação popular de não permitir que a água ultrapasse o umbigo da criança ajuda a delimitar profundidade segura.

Correntes marítimas e a força das ondas apresentam perigos que muitas vezes passam despercebidos. Pulseiras de identificação com nome da criança e telefones de contato dos responsáveis facilitam reencontros em praias e clubes movimentados.


Uso consciente de ar-condicionado

Ar-condicionado proporciona alívio em dias muito quentes, mas requer cuidados específicos. A temperatura deve ser ajustada para aproximadamente 24°C, evitando choques térmicos que podem comprometer a imunidade. O fluxo de ar não deve ser direcionado diretamente às crianças.

Manutenção preventiva dos aparelhos, incluindo limpeza de filtros, previne a circulação de fungos e bactérias que podem causar problemas respiratórios. O ar-condicionado resseca as vias aéreas, tornando útil o uso de umidificadores ou limpeza nasal com soro fisiológico.


Equilíbrio entre proteção e liberdade

Férias de verão representam momentos valiosos para desenvolvimento e criação de memórias afetivas. Permitir que crianças explorem, brinquem com água, construam castelos de areia e desfrutem de atividades ao ar livre contribui para crescimento saudável. O desafio está em equilibrar liberdade e proteção, garantindo que a diversão ocorra dentro de parâmetros seguros.

Brincadeiras simples, como tomar banho de chuva em dias quentes ou fazer bolhas de sabão, proporcionam alegria sem exigir grandes investimentos. O importante é que responsáveis permaneçam presentes e atentos, capazes de intervir quando necessário sem sufocar a autonomia apropriada para cada idade.

O verão pode ser uma estação maravilhosa para famílias quando os cuidados necessários são implementados de forma consistente. Proteção solar adequada, hidratação constante, alimentação equilibrada, prevenção de irritações cutâneas e supervisão em ambientes aquáticos formam o conjunto de medidas que transforma a estação mais quente em período seguro e memorável para crianças e responsáveis.

Para saber mais sobre verão, visite https://portal.fiocruz.br/noticia/conheca-os-principais-cuidados-que-criancas-precisam-ter-durante-o-periodo-de-verao-2 e https://leiturinha.com.br/blog/cuidados-basicos-com-as-criancas-no-verao/


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